sábado, 15 de dezembro de 2007

www.sabotadores.com




1.Ser Sabotador é dizer “não” às festividades como elas são. É dizer não ao perú e ao bacalhau no Natal, aos zorros e princesas no Carnaval, ao coelho e aos ovos (sobretudo, porque os coelhos não põem ovos) da Páscoa, às férias com os pais na aldeia da avó e às fatias douradas e mais o pão-de-ló.

2.Para seres um Sabotador, precisas de ter garra, espírito, força de vontade e, vá, dá algum jeito ter também um dos packs Sabotadores, para poderes construir os teus “instrumentos” de sabotagem.

3.Os Sabotadores reuném-se, quando a vontade dita, sempre virtualmente, e nunca ao vivo e a cores.

4.Qualquer um pode ser um Sabotador, desde que se inscreva no site da organização desorganizada e concorde com os princípios dos Sabotadores.

5.Para seres um Sabotador a sério, não podes gostar de filmes de Natal, de ovos da Páscoa, de bombinhas de mau-cheiro, do regresso às aulas ou de presentes tradicionais – ok, uma filhós aqui e ali, ou uma amêndoa quando a fome aperta, também não é grave. Mas, como regra, é de evitar.

6.Um Sabotador que se preze não envia sms’s de Natal, Carnaval, Páscoa, Férias, Regresso às Aulas, Haloween, e por aí fora, fofos, com referências a velhinhos gordos a descer a chaminé e ovinhos na cesta. Quanto muito, recorre a um dos packs Sabotadores e faz uma montagem fotográfica ou em vídeo a fazer pouco dos amigos.

7.Se queres ser um Sabotador, tens de aprender as melhores desculpas para sair da mesa mais cedo, de trás para a frente, e saber recitá-las enquanto assobias o “Jingle Bells” ou o tema do “Verão Azul”(o assobio é para disfarçar).

8.Quantos mais amigos convidares para sabotar as ocasiões festivas contigo, melhor sabotador serás e maior probabilidade tens de ganhar packs exclusivos dos Sabotadores.

9.Um bom Sabotador passa as festividades com os seus companheiros Sabotadores, aqui em www.sabotadores.com.

10.Sabotador que se preze envia por mail, imprime, recorta, amplia as imagens e conteúdos dos packs Sabotadores – é que, às vezes, os amigos e família precisam de umas dicas…

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Encosta-te a mim...

Encosta-te a mim,
nós já vivemos cem mil anos.
Encosta-te a mim,
talvez eu esteja a exagerar.
Encosta-te a mim,
dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou,
deixa-me chegar.

Chegada da guerra,
fiz tudo p´ra sobreviver, em nome da terra,
no fundo p´ra te merecer
recebe-me bem,
não desencantes os meus passos
faz de mim o teu herói,
não quero adormecer.

Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo
o que não vivi, hei-de inventar contigo
sei que não sei
às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem,
encosta-te a mim.

[instrumental]

Encosta-te a mim,
desatinamos tantas vezes.
Vizinha de mim,
deixa ser meu o teu quintal,
recebe esta pomba que não está armadilhada
foi comprada, foi roubada, seja como foi.

Eu venho do nada
porque arrasei o que não quis
em nome da estrada, onde só quero ser feliz.
Enrosca-te a mim,
vai desarmar a flor queimada,
vai beijar o homem-bomba, quero adormecer.

Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo, e o que não vivi,
um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar,
mas quero-te bem.

Encosta-te a mim

Encosta-te a mim

Quero-te bem.

Encosta-te a mim.


Jorge Palma

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Por isso te invoco...

Um dia de azul, uma tarde de sol,
Uma mensagem de amizade.
O calor de uma lembrança,
Na memória dos dias.
A sombra protectora de um abraço,
Para esquecer o cansaço.

Como um guia seguro,
A luz da tua existência
Ilumina as trevas do esquecimento.
Por isso te invoco,
Neste mundo com pressa,
Ousando enfrentar a frieza
De quem julga sem ciência.

A tua resposta colorirá
O secretismo do sentir.
Que mais posso pedir?

sábado, 8 de setembro de 2007

Ring Of Fire

Johnny Cash - Ring Of Fire

Love is a burning thing
and it makes a firery ring
bound by wild desire
I fell into a ring of fire...

I fell into a burning ring of fire
I went down,down,down
and the flames went higher.
And it burns,burns,burns
The ring of fire
The ring of fire

I fell into a burning ring of fire
I went down,down,down
and the flames went higher.
And it burns,burns,burns
The ring of fire
The ring of fire

The taste of love is sweet
when hearts like our´s meet
I fell for you like a child
oh, but the fire went wild..

I fell into a burning ring of fire
I went down,down,down
and the flames went higher.
And it burns,burns,burns
The ring of fire
The ring of fire.

I fell into a burning ring of fire
I went down,down,down
and the flames went higher.
And it burns,burns,burns
The ring of fire
The ring of fire
And it burns,burns,burns
The ring of fire
The ring of fire

I Walk The Line

Johnny Cash - I Walk The Line

I keep a close watch on this heart of mine
I keep my eyes wide open all the time.
I keep the ends out for the tie that binds
Because you're mine,
I walk the line
I find it very, very easy to be true
I find myself alone when each day is through
Yes, I'll admit I'm a fool for you
Because you're mine,
I walk the line
As sure as night is dark and day is light
I keep you on my mind both day and night
And happiness I've known proves that it's right
Because you're mine,
I walk the line
You've got a way to keep me on your side
You give me cause for love that I can't hide
For you I know I'd even try to turn the tide
Because you're mine,
I walk the line

Time's A Wastin

June Carter - Time's A Wastin

Now I've got arms
And I've got arms
Lets get together and use those arms
Lets go
Times a wastin'

I've got lips
And I've got lips
Lets get together and use those lips
Lets go
Times a wastin

A cakes no good if you don't mix the batter and bake
it
And loves just a bubble if you don't take the trouble
to make it

So if you're free to go with me
I'll take you quicker than 1-2-3
Lets go
Times a wastin

Now I've got blues
And I've got blues
Lets get acquainted and lose those blues
Lets go
Time's a wastin

Now Ive got feet
And Ive got feet
Lets start to walk with a lovers beat
Lets go
Times a wastin

You've got me feelin love like I never have felt it
You're full of sugar and Im think I'm the burner to
melt it

Now I've got schemes
And I've got schemes
Lets get together and dream some dreams
Lets go
Times a wastin

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Carta de Fernando Pessoa a Mário de Sá-Carneiro

Carta a Mário de Sá-Carneiro
Escrevo-lhe hoje por uma necessidade sentimental - uma ânsia aflita de falar consigo. Como de aqui se depreende, eu nada tenho a dizer-lhe. Só isto - que estou hoje no fundo de uma depressão sem fundo. O absurdo da frase falará por mim.

Estou num daqueles dias em que nunca tive futuro. Há só um presente imóvel com um muro de angústia em torno. A margem de lá do rio nunca, enquanto é a de lá, é a de cá; e é esta a razão íntima de todo o meu sofrimento. Há barcos para muitos portos, mas nenhum para a vida não doer, nem há desembarque onde se esqueça. Tudo isto aconteceu há muito tempo, mas a minha mágoa é mais antiga.

Em dias da alma como hoje eu sinto bem, em toda a minha consciência do meu corpo, que sou a criança triste em quem a vida bateu. Puseram-me a um canto de
onde se ouve brincar. Sinto nas mãos o brinquedo partido que me deram por uma
ironia de lata.
(...)
...ardem-me os olhos, de ter pensado em chorar. Dói-me a vida aos poucos, a goles, por interstícios. Tudo isto está impresso em tipo muito pequeno num livro com a brochura a descoser-se.

(...)

De que cor será sentir?

Milhares de abraços do seu, sempre muito seu,

FERNANDO PESSOA
(texto com supressões)

Além-tédio

Além-tédio

Nada me expira já, nada me vive ---
Nem a tristeza nem as horas belas.
De as não ter e de nunca vir a tê-las,
Fartam-me até as coisas que não tive.

Como eu quisera, enfim de alma esquecida,
Dormir em paz num leito de hospital...
Cansei dentro de mim, cansei a vida
De tanto a divagar em luz irreal.

Outrora imaginei escalar os céus
À força de ambição e nostalgia,
E doente-de-Novo, fui-me Deus
No grande rastro fulvo que me ardia.

Parti. Mas logo regressei à dor,
Pois tudo me ruiu... Tudo era igual:
A quimera, cingida, era real,
A própria maravilha tinha cor!

Ecoando-me em silêncio, a noite escura
Baixou-me assim na queda sem remédio;
Eu próprio me traguei na profundura,
Me sequei todo, endureci de tédio.

E só me resta hoje uma alegria:
É que, de tão iguais e tão vazios,
Os instantes me esvoam dia a dia
Cada vez mais velozes, mais esguios...

Mário de Sá-Carneiro

Serradura

Serradura

A minha vida sentou-se
E não há quem a levante,
Que desde o Poente ao Levante
A minha vida fartou-se.

E ei-la, a mona, lá está,
Estendida, a perna traçada,
No infindável sofá
Da minha Alma estofada.

Pois é assim: a minh'Alma
Outrora a sonhar de Rússias,
Espapaçou-se de calma,
E hoje sonha só pelúcias.

Vai aos Cafés, pede um bock,
Lê o "Matin" de castigo,
E não há nenhum remoque
Que a regresse ao Oiro antigo!

Dentro de mim é um fardo
Que não pesa, mas que maça:
O zumbido dum moscardo,
Ou comichão que não passa.

Folhetim da "Capital"
Pelo nosso Júlio Dantas -
Ou qualquer coisa entre tantas
Duma antipatia igual...

O raio já bebe vinho,
Coisa que nunca fazia,
E fuma o seu cigarrinho
Em plena burocracia!...

Qualquer dia, pela certa,
Quando eu mal me precate,
É capaz dum disparate,
Se encontra a porta aberta...

Isto assim não pode ser...
Mas como achar um remédio?
- Pra acabar este intermédio
Lembrei-me de endoidecer:

O que era fácil - partindo
Os móveis do meu hotel,
Ou para a rua saindo
De barrete de papel

A gritar "Viva a Alemanha"...
Mas a minh'Alma, em verdade,
Não merece tal façanha,
Tal prova de lealdade...

Vou deixá-la - decidido -
No lavabo dum Café,
Como um anel esquecido.
É um fim mais raffiné.

Paris - setembro 1915

Mário de Sá Carneiro

domingo, 2 de setembro de 2007

Mágoa

Ainda me espanto com a falsidade das pessoas, com a maldade que delas emana, da vileza que grassa na sociedade actual. Talvez seja uma ingénua, mas não consigo entender a motivação que leva alguém a destruir a reputação, o bem estar, a paz, a calma de outrém pelo simples prazer de magoar, de espezinhar, de humilhar, enfim de ser racionalmente perverso na irracionalidade do pensar, agir e difundir.

Ah, como eu gosto da minha concha, do meu refúgio em mim. Deixem-me estar no meu canto.

Observem o vosso interior, o vosso "eu", envergonhem-se e pensem. Será que a cobardia de atacar nas sombras, de dizimar sonhos pela prepotência, de julgar-se com poder e condenar é assim tão embriagante?

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Arnaldo Jabor - "Não ser de ninguém..."

Arnaldo Jabor - Não ser de ninguém...

"Na hora de cantar, todo mundo enche o peito nas boates e gandaias, levanta os braços, sorri e dispara: “eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também”. No entanto, passado o efeito da manguaça coma energético e dos beijos descomprometidos, os adeptos da geração tribalista se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição.
A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu. Beijar na boca é bom? Claro que é! Se manter sem compromisso, viver rodeado de amigos em baladas animadíssimas é legal? Evidente que sim. Mas por que reclamam depois? Será que os grupos tribalistas se esqueceram da velha lição ensinada no colégio, de que toda acção tem uma reacção?
Agir como tribalista tem consequências, boas e ruins, como tudo na vida.
Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo - beijar de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja, é preciso comer o bolo todo e, nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como: não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra, etc., etc., etc. Embora já saibam namorar, os tribalistas não namoram. “Ficar” também é coisa do passado. A palavra de ordem hoje é namorix. A pessoa pode ter um, dois e até três namorix ao mesmo tempo. Dificilmente está apaixonada por seus namorix, mas gosta da companhia do outro e de manter a ilusão de que não está sozinho. Nessa nova modalidade de relacionamento, ninguém pode se queixar de nada. Caso uma das partes se ausente durante uma semana, a outra deve fingir que nada aconteceu, afinal, não estão namorando. Aliás, quando foi que se estabeleceu que namoro sinónimo de cobrança?
A nova geração prega liberdade, mas acaba tendo visões unilaterais. Assim, como só deseja a cereja do bolo tribal, enxerga somente o lado negativo das relações mais sólidas. Desconhece a delícia de assistir a um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir junto abraçado, roçando os pés sob as cobertas, e a troca de cumplicidade, carinho e amor.
Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só para dizer boa noite, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter alguém para amar. Já dizia o poeta que amar se aprende amando. Assim, podemos aprender a amar nos relacionando. Trocando experiências, afectos, conflitos e sensações. Não precisamos amar sob os conceitos que nos foram passados. Somos livres para optarmos. E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento... É arriscar, pagar para ver e correr atrás da tão sonhada felicidade. É doar e receber, é estar disponível de alma, para que as surpresas da vida possam aparecer. É compartilhar momentos de alegria e buscar tirar proveito até mesmo das coisas ruins. Ser de todo mundo, não ser de ninguém, é o mesmo que não ter ninguém também... É não ser livre para trocar e crescer... É estar fadado ao fracasso emocional e à tão temida SOLIDÃO…"

"Deliciei-me olhando teu rosto"


" Deliciei-me olhando teu rosto. Olhei em seus olhos, passei a mão nos seu cabelos, fechei os olhos e foi como se os sentisse, como os meus dedos desfiassem teus cabelos, senti o cheiro da tua pele e o calor dos teus lábios de repente parecia que estavámos juntos, sentia que te podia tocar, beijar, abraçar e deixar-me envolver nos teus encantos. Não. Deixem-me dormir mais um pouco, continuar sonhando com o meu doce pecado, deixem que em meu sonho beije a minha donzela, que salte com ela por montes e vales e nos percamos no infinito".

V.S.P.

O sangue grita dentro de mim

A tua voz invade-me os sentidos
Perco-me na sua sonoridade doce.
O medo esvoaça como coloridas borboletas.
A melodia luminosa das palavras inunda-me.
O sangue grita dentro de mim.
Sinto a carícia dos vocábulos,
que me embalam em marés de sonho.
Mergulho na vertigem nocturna.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Ousar ser, ousar sentir, ousar ouvir, ousar pensar

Sonho e não sei se estou acordada, ou a dormir.
Penso e tenho medo, penso e ouso sentir...
As emoções esvoaçam como pássaros, soltas no tempo
Sonhar, pensar, sentir.
Renascer, inspirar e soltar o ar muito devagarinho
Com medo de ser, com medo de estar.
Abrir lentamente os olhos, com o espanto de uma criança...
As emoções a acenarem, reencontradas depois de perdidas,
Os sentidos numa explosão de sinestesias.
Os sons a encherem o corpo de cumplicidades
A voz a preencher dúvidas e medos.
Ousar ser, ousar sentir, ousar ouvir, ousar pensar...
Quero, vou tentar.

domingo, 5 de agosto de 2007

Quero saber de você!Vamos lá... me responda...

"Olá! Tudo bem? Quem é você? Como você é?
Não! Não me responda sobre suas características físicas...
Não é isso que pergunto!
Não quero saber da tua aparência... isso pouco importa...
quero saber de você! Se você está bem ou não!
O corpo que tu vestes não mostra quem tu és!
É apenas uma "embalagem" para acolher o teu espírito.
Quero saber como está o teu coração, quero saber de você!
O que me importa é o ser humano que tu és!
O que tu sentes e qual a tua razão de viver.
Se estás feliz ou não!
Se não estás, quem sabe com apenas um pequeno gesto,
eu possa colocar um largo sorriso no teu rosto?
Ou com algumas palavras,
te fazer lembrar o quanto a vida é bela!
Não me importa se és alto ou baixo,
branco ou moreno, se usa óculos ou não.
Qual a diferença que isso faz?
Para mim, nenhuma!
Não é assim que se conhece uma pessoa!
Estamos no virtual!
e aqui o que importa são os sentimentos,
e o poder que as palavras tem.
Quero saber como você está... quero saber de você!

Vamos lá... me responda... Quem é você meu amigo(a)?
Não me importa a sua idade,
ou se você está em outra cidade!
Quero te conhecer pelo que tu és,
pelo que tu sentes ou pelo que deixas de sentir!
Quero descobrir a beleza da tua vida...
os teus nobres sentimentos...
Quero saber da tua alma, se ela é pura,
romântica, sonhadora, realizada...
ou se está em uma eterna busca de luz.
Quero descobrir as emoções de estar em tua virtual presença.
Quero saber mais sobre você!

Vamos lá... me responda... Quem é você meu amigo(a)?
Não me importa se tens um corpo "sarado" ... "malhado".
Não me importa se tens olhos azuis e cabelos curtos...
Não me importa se estás bronzeado
e em óptima forma física... quero saber do teu conteúdo!
Quero saber da tua forma de pensar
Quero saber dos teus sonhos...
Quero saber do teu riso,
quero que me faças rir com tuas histórias engraçadas...
Ou chorar contigo ao falar das tuas tristezas acumuladas...
Quero saber das tuas emoções!

Quero saber de você!Vamos lá... me responda...
Quem é você meu amigo(a)?
Fala-me dos teus sonhos de infância...
Ou da tua louca juventude...
Fala-me das tuas lembranças, das tuas virtudes...
Vamos trocar felicidades?
Eu te dou um pouco da minha...
e você me dá um pouco da sua!
Não!
Não me importa se o teu computador é o mais actual,
Se tens Windows XP , ou se é um velho PC,
Porque o mais importante para mim,
é saber da tua alma...
é saber de você!
E aproveite ao máximo a vida...."



(retirado da net)

sábado, 4 de agosto de 2007

Terra Dos Sonhos

Jorge Palma - Terra Dos Sonhos

Andava eu sem ter onde cair vivo
Fui procurar abrigo nas frases estudadas do senhor
doutor
Ai de mim não era nada daquilo que eu queria
Ninguém se compreendia e eu vi que a coisa ia de mal a
pior
Na terra dos sonhos, podes ser quem tu és, ninguém te
leva a mal
Na terra dos sonhos toda a gente trata a gente toda
por igual
Na terra dos sonhos não há pó nas entrelinhas, ninguém
se pode enganar
Abre bem os olhos, escuta bem o coração, se é que
queres ir para lá morar
Andava eu sozinho a tremer de frio
Fui procurar calor e ternura nos braços de uma mulher
Mas esqueci-me de lhe dar também um pouco de atenção
E a minha solidão não me largou da mão nem um minuto
sequer
Na terra dos sonhos, podes ser quem tu és, ninguém te
leva a mal
Na terra dos sonhos toda a gente trata a gente toda
por igual
Na terra dos sonhos não há pó nas entrelinhas, ninguém
se pode enganar
Abre bem os olhos, escuta bem o coração, se é que
queres ir para lá morar
Se queres ver o Mundo inteiro à tua altura
Tens de olhar para fora, sem esqueceres que dentro é
que é o teu lugar
E se às duas por três vires que perdeste o balanço
Não penses em descanso, está ao teu alcance, tens de o
reencontrar
Na terra dos sonhos, podes ser quem tu és, ninguém te
leva a mal
Na terra dos sonhos toda a gente trata a gente toda
por igual
Na terra dos sonhos não há pó nas entrelinhas, ninguém
se pode enganar
Abre bem os olhos, escuta bem o coração, se é que
queres ir para lá morar

Quem Me Leva Os Meus Fantasmas

Pedro Abrunhosa - Quem Me Leva Os Meus Fantasmas

Aquele era o tempo em que as mãos se fechavam
E nas noites brilhantes as palavras voavam
E eu via que o céu me nascia dos dedos
E a Ursa Maior eram ferros acessos
Marinheiros perdidos em portos distantes
Em bares escondidos em sonhos gigantes
E a cidade vazia da cor do asfalto
E alguém me pedia que cantasse mais alto
Quem me leva os meus fantasmas
Quem me salva desta espada
Quem me diz onde é a estrada
Aquele era o tempo em que as sombras se abriam
Em que homens negavam o que outros erguiam
Eu bebia da vida em goles pequenos
Tropeçava no riso abraçava venenos
De costas voltadas não se vê o futuro
Nem o rumo da bala nem a falha no muro
E alguém me gritava com voz de profeta
Que o caminho se faz entre o alvo e a seta

De que serve ter o mapa se o fim está traçado
De que serve até à vista se o barco está parado
De que serve ter a chave se a porta está aberta
De que servem as palavras se a casa está deserta

Ao Fim Do Mundo

Ala Dos Namorados - Ao Fim Do Mundo


Vou alimentar a tua sede de querer
Vou acicatar a tua fome de prazer
Vou ao fim do mundo
Vou tocar lá no teu fundo
Vou fechar o punho e pôr o sangue a ferver
Vou cerrar os dentes e morder o teu saber
Vou ao fim do mundo
Vou gritar lá no teu fundo
Sou teu
Sou teu
Sou assim só para quem dá
E só assim faz com que eu vá
Ao fim do mundo
Ao fim e ao cabo do teu ser
Sou e só apenas uma gota de suor
Sou um claro aceno quando rufa o tambor
Sou o fim do mundo
A contagem ao segundo
És todo o tempo que me resta à liberdade
És a minha luta que só fala com verdade
És o fim do mundo
À entrada da cidade
Sou teu
Sou teu
Sou assim só para quem dá
E só assim faz com que eu vá
Ao fim do mundo
Ao fim e ao cabo do teu ser
Vou fechar o punho e pôr o sangue a ferver
Vou cerrar os dentes e morder o teu saber
Vou ao fim do mundo
Vou gritar lá no teu fundo

domingo, 24 de junho de 2007



"Esquece-se todos os dias. Todos os dias chega a morte."

Espido Freire

sábado, 23 de junho de 2007

Os cinco princípios do Reiki

Os cinco princípios do Reiki
  • Hoje, não te zangues nem critiques.
  • Hoje, não te preocupes.
  • Hoje, sê grato pelas múltiplas bênçãos que recebes.
  • Hoje, faz honestamente o teu trabalho.
  • Hoje, respeita o teu semelhante e tudo o que vive.

domingo, 10 de junho de 2007

Queria

Queria voar,
sobrevoar-me
e ir mais além.
Fugir das vicissitudes do dia-a-dia,
da hipocrisia de quem nos cumprimenta
e depois nos cospe nas costas.

Queria ser um peixe
e nadar na voragem das marés.
Deixar a solidão da multidão
fazer amor com a espuma das ondas
numa comunhão de sal e água
sentir a fidelidade do abraço mortal do mar.

Queria fugir de mim,
desta concha que detesto,
deixar de sofrer
deixar de me sentir assim
tão perdida dentro de mim
Queria adormecer num sonho lindo
e não voltar a sofrer...
sair deste mundo que não tem lugar para mim.

domingo, 27 de maio de 2007

Fim

Fim

Quando eu morrer batam em latas,
Rompam aos saltos e aos pinotes,
Façam estalar no ar chicotes,
Chamem palhaços e acrobatas!

Que o meu caixão vá sobre um burro
Ajaezado à andaluza...
A um morto nada se recusa,
Eu quero por força ir de burro.


Mário de Sá Carneiro

sábado, 12 de maio de 2007

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Minha Escura Sombra

Minha Escura Sombra

"É tão escura, tão profunda,
O ponto máximo da profundidade.
Quase não a vejo,
É tão disforme, sem forma alguma.
Tento olhá-la,
Mas não encontro um ponto para a focar,
Mas ela olha-me,
Não lhe vejo os olhos...
Mas sei que me observa.
Persegue-me e vagueia,
como eu...
pois não pode fugir.
Minha escura sombra..."



Luis Miguel Costa

domingo, 22 de abril de 2007

Dor


Solidão


A solidão instalou-se dentro de mim.
Recuso qualquer convite antes de o ouvir,
o meu coração encerrou-se atrás de uma porta de betão.
Nada me anima, nada faz bater mais forte o meu coração aprisionado.
E assim vogo nos dias cismando o que fui e não recuperarei
As lágrimas tornaram-se a minha fuga e o meu consolo
Não sei em que direcção agir, só penso em fugir para dentro de mim
É tão bom este esconderijo inexpugnável.
E assim a vida não me chama e esquece-se que eu existo
Morrendo lenta e conscientemente.
O crepúsculo é a minha mortalha.

sábado, 21 de abril de 2007

Quase

Quase

Um pouco mais de sol - eu era brasa,
Um pouco mais de azul - eu era além
Para atingir, faltou-me um golpe de asa ...
Se ao menos eu permanecesse aquém ...


Assombro ou paz ? Em vão ... Tudo esvaído
Num grande mar enganador d´espuma;
E o grande sonho despertado em bruma,
O grande sonho - ó dor ! - quase vivido ...


Quase o amor, quase o triunfo e a chama,
Quase o princípio e o fim - quase a expansão ...
Mas na minh´alma tudo se derrama ...
Entanto nada foi só ilusão !


De tudo houve um começo ... e tudo errou ...
- Ai a dor de ser-quase, dor sem fim ...
Eu falhei-me entre os mais, falhei em mim,
Asa que se elançou mas não voou ...


Momentos de alma que desbaratei ...
Templos aonde nunca pus um altar ...
Rios que perdi sem os levar ao mar ...
Ânsias que foram mas que não fixei ...


Se me vagueio, encontro só indícios ...
Ogivas para o sol - vejo-as cerradas;
E mãos d' heroi, sem fé, acobardadas,
Puseram grades sobre os precipícios ...


Num ímpeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí ...
Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi ...


Um pouco mais de sol - e fora brasa,
Um pouco mais de azul - e fora além.
Para atingir faltou-me um golpe d´asa ...
Se ao menos eu permanecesse aquém ...



Mário de Sá-Carneiro
in Poemas Completos

Labirinto ou não foi nada

Labirinto ou não foi nada


Talvez houvesse uma flor
aberta na tua mão.
Podia ter sido amor,
e foi apenas traição.


É tão negro o labirinto
que vai dar à tua rua. . .
Ai de mim, que nem pressinto
a cor dos ombros da Lua!


Talvez houvesse a passagem
de uma estrela no teu rosto.
Era quase uma viagem:
foi apenas um desgosto.


É tão negro o labirinto
que vai dar à tua rua...
Só o fantasma do instinto
na cinza do céu flutua.


Tens agora a mão fechada;
no rosto, nenhum fulgor.
Não foi nada, não foi nada:
podia ter sido amor.




David Mourão Ferreira
in À Guitarra e à Viola
Obra Poética

Quem escreve


Quem escreve

Quem escreve quer morrer, quer renascer
num ébrio barco de calma confiança.
Quem escreve quer dormir em ombros matinais
e na boca das coisas ser lágrima animal
ou o sorriso da árvore. Quem escreve
quer ser terra sobre terra, solidão
adorada, resplandecente, odor de morte
e o rumor do sol, a sede da serpente,
o sopro sobre o muro, as pedras sem caminho,
o negro meio-dia sobre os olhos.



António Ramos Rosa
in ACORDES,

Mãos feridas na porta dum silêncio

Mãos feridas na porta dum silêncio

Vida que às costas me levas
porque não dás um corpo às tuas trevas?


Porque não dás um som àquela voz
que quer rasgar o teu silêncio em nós?


Porque não dás à pálpebra que pede
aquele olhar que em ti se perde?


Porque não dás vestidos à nudez
que só tu vês?



Natália Correia
in Poesia Completa

Que música escutas tão atentamente

Que música escutas tão atentamente


Que música escutas tão atentamente
que não dás por mim?
Que bosque, ou rio, ou mar?
Ou é dentro de ti
que tudo canta ainda?
Queria falar contigo,
dizer-te apenas que estou aqui,
mas tenho medo,
medo que toda a música cesse
e tu não possas mais olhar as rosas.
Medo de quebrar o fio
com que teces os dias sem memória.
Com que palavras
ou beijos ou lágrimas
se acordam os mortos sem os ferir,
sem os trazer a esta espuma negra
onde corpos e corpos se repetem,
parcimoniosamente, no meio de sombras?
Deixa-te estar assim,
ó cheia de doçura,
sentada, olhando as rosas,
e tão alheia
que nem dás por mim.


Eugénio de Andrade
(Coração do dia)

Há Dias

Há Dias

Há dias em que julgamos
que todo o lixo do mundo
nos cai em cima
depois ao chegarmos à varanda avistamos
as crianças correndo no molhe
enquanto cantam
não lhes sei o nome
uma ou outra parece-me comigo
quero eu dizer :
com o que fui
quando cheguei a ser luminosa
presença da graça
ou da alegria
um sorriso abre-se então
num verão antigo
e dura
dura ainda.


Eugénio de Andrade
in Os lugares de Lume

Cada dia é mais evidente que partimos

Cada dia é mais evidente que partimos


Cada dia é mais evidente que partimos
Sem nenhum possível regresso no que fomos,
Cada dia as horas se despem mais do alimento:
Não há saudades nem terror que baste.



Sophia de Mello Breyner Andresen
Antologia

Obrigada Ana e Tininha


Há quem ponha flores no meu caminho, para que eu esqueça as dores. Mil obrigadas....

sábado, 7 de abril de 2007

Morta



Sinto-me morta
Logo estou morta.
Respirar é um mero defeito,
que com o tempo será desfeito.
Morta para esta merda de vida
Morta para quem me tirou o sol
Morta para quem me enforcou a esperança
Morta para tudo.
Deixem-me enrolada como um bicho de conta,
Embrulhada no sofrimento do engano...
De quem me extorquiu tudo até ao último alento
E que faz disso alarde e vanglória.
E eu? Calada, agrilhoada, amortalhada em vida,
Enfim, morta.
Como era bom deitar-me
e não voltar a acordar...
Mas nada é tão simples comigo.

domingo, 4 de março de 2007

Circo de Feras

Circo de Feras

A vida vai torta
Jamais se endireita
O azar persegue
Esconde-se à espreita

Nunca dei um passo
Que fosse correcto
Eu nunca fiz nada
Que batesse certo

(...)

De modo que a vida
É um circo de feras
E os entretantos
São as minhas esperas

letra: Tim música: Xutos & Pontapés

Homem do Leme

Sozinho na noite
Um barco ruma, para onde vai?
Uma luz no escuro
Brilha a direito, ofusca as demais


E mais que uma onda, mais que uma maré
Tentaram prendê-lo, impor-lhe uma fé
Mas vogando à vontade, rompendo a saudade
Vai quem já nada teme, vai o homem do leme

E uma vontade de rir
Nasce no fundo do ser
E uma vontade de ir
Correr o mundo e partir
A vida é sempre a perder

No fundo do mar
Jazem os outros, os que lá ficaram
Em dias cinzentos
Descanso eterno lá encontraram

letra: Tim música: Xutos & Pontapés

sábado, 3 de março de 2007

O sofrimento torna-se egoistamente invisível.



O sofrimento torna-se egoistamente invisível

Hoje a minha alma confessou-se
Admitiu-se ainda ferida,
Magoada na rugosidade dos seus dias,
Escondida na penumbra da dor.
E as lágrimas regressaram
Sem pedir licença, sem me avisarem...
Quando menos espero
A solidão dos dias sufoca-me no meio das pessoas.
Uma música triste invade-me o ser
Já não sei como enganar a tristeza.
Caí na ilusão de julgar que conseguia
Esqueci-me que, o riso inesperadamente
desagua nas lágrimas, e a dor transborda-me...
Queria uma borracha que apagasse os meus dias
e só deixasse a paz que me foge entre os dedos.
Queria esquecer
Queria ser forte
Queria voltar a ser eu...
Estou novamente a perder a batalha.
Disfarço, escondo-me dentro de mim,
O sofrimento torna-se egoistamente invisível.

Frágil











http://jorgepalma.web.pt/fotos_amp/Palma%2000.jpg












Frágil


Põe-me o braço no ombro
Eu preciso de alguém
Dou-me com toda a gente
Não me dou a ninguém
Frágil
Sinto-me frágil

Faz-me um sinal qualquer
Se me vires falar demais
Eu às vezes embarco
Em conversas banais
Frágil
Sinto-me frágil

Frágil
Esta noite estou tão frágil
Frágil
Já nem consigo ser ágil

Está a saber-me mal
Este Whisky de malte
Adorava estar "in"
Mas estou-me a sentir "out"
Frágil
Sinto-me frágil

Acompanha-me a casa
Já não aguento mais
Deposita na cama
Os meus restos mortais
Frágil
Sinto-me frágil

Frágil
Esta noite estou tão frágil
Frágil
Já nem consigo ser ágil


By Jorge Palma

sexta-feira, 2 de março de 2007

JP SIMÕES - 1970


Um disco completamente diferente do que estava à espera do ex-vocalista dos Belle Chase Hotel, gostei imenso da sonoridade despida de artifícios. A voz pura sem máscaras.
Posto as palavras do JP:




Já há alguns anos que eu andava à procura de uma casa no som que fosse mais parecida com o que eu gostava e que me permitisse juntar as minhas histórias meio letárgicas, meio amnésicas a um balanço mais vital que sinto mais como o meu pulsar do que a forma portuguesa de fazer canções. Também tem a ver com anos e anos a ouvir Chico Buarque de uma maneira talvez exagerada. Pensei: já que vou fazer um disco sozinho, vou fazer um disco simples, uma coisa que ando há muito tempo para fazer, um luso-samba. Onde está o meu futuro? Em 1970. Foi o que me ocorreu. Este disco é uma coisa muito artesanal, sem máquinas, com coros naturalistas como nos anos 70, com construções muito Chico Buarque, Tom Jobim... aquilo foi pensado como qualquer coisa de ficção científica, como se, no ano em que nasci, tivesse a idade que tenho... a imaginar que o nosso desenvolvimento cultural era diferente, que éramos pessoas que absorvíamos e transformávamos... com aqueles dois lados: o que sorve tudo, se mimetiza em tudo e ama as coisas novas quase com desespero, com uma alegria violenta, e o contraponto disso que é manter tradições mortas, direitinhas, como uma espécie de vínculo à terra. Eu tentei depurar esses elementos todos, há uma série de pormenores nos arranjos que particularizam aquilo, que põem uma sombra no morro. Esta foi uma primeira experiência. Eu ainda quero ir para algum lado a partir daqui onde encontrasse a minha toada. Tentar recomeçar a partir do sítio onde, há trinta e tal anos, deixámos as coisas mais ou menos auspiciosas e que, depois, esquecemos um bocado.




Tangos e Tragédias






















Adorei o espectáculo, a sala vibrou com a acção e a originalidade deste tipo de teatro. Eu ri até às lágrimas. Que delícia esquecer as vicisitudes duma quinta-feira banal que se tornou única no universo dos meus afectos.



Tangos e Tragédias é um espectáculo, é humor, é teatro e muita interaccão com o público. Os recursos cénicos centram-se na ficcão construída ao redor de duas personagens: o Maestro Pletskaya (Nico Nicolaiewsky) e oViolinista Kraunus Sang (Hique Gomez).

Artistas oriundos dum país imaginário chamado Sbornia, executam, durante cerca de hora e meia de espectáculo, música do folclore sborniano, canções brasileiras e êxitos do pop internacional. Tudo passado pelo filtro da comicidade e da teatralidade. O dúo mostra grande talento musical, mas a força do espectáculo não se centra apenas nesse talento. As canções estão entrelaçadas com textos de grande inspiração e desenvoltura cénica. As duas personagens provocam a plateia arrancando gargalhadas e pedidos de bis, que se prolongam fora da sala de espectáculo.

Vale a pena ir ver e perceber o motivo pelo qual está em cena há 23 anos no Brasil.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Campanha de Solidariedade do 7ºC


O 7º C, da Escola de Santiago Maior, num gesto de carinho para com a A.C.A.B., Associação do Cantinho dos Animais de Beja, consegui angariar fundos para comprar ração para ajudar os animais, esquecidos de alguns, mas não desta turma , que levou a cabo esta tarefa na disciplina de Área de Projecto. A felicidade é visível.

No total compraram e angariararam:

- 11 sacas de 20 kg de ração para cães, entregue pela Zocar, na sede do Cantinho no dia 27 de Fevevereiro!


Entregues ao Zig, enquanto representante da Associação do Cantinho, entre esta terça-feira e a anterior:

-8 sacas de 10 Kg de ração para cães;
- 3 sacas de 4 Kg de ração para cães;

- 3 latas de 1, 250 g de comida para cão;
- 6 latas de comida para gato;
- 3 sacas de ração para gatos;
- Um osso "para lavar os dentes" de cão;
- Uma escova para cães;
- Um comedouro....
- espero que não me tenha esquecido de nada, ops...
Parabéns:
7º C, estou muito orgulhosa de vocês.













Obrigada 7º C

Os meus alunos são uns doces, estão sempre a fazer-me surpresas deliciosas. Obrigada

sábado, 24 de fevereiro de 2007

É Dificil

Hoje acordei e senti-me sozinho
Um barco sem vela
Um corpo sem linho.
Amanheci e vesti-me de preto,
Um gesto cansado
O olhar do deserto.

Quando todos vão dormir
é mais fácil desistir,
Quando a noite está a chegar
É difícil não chorar.

Eu não quero ser
a luz que já não sou,
Não quero ser o primeiro
Sou o tempo que acabou.
Eu não quero ser
As lágrimas que vês,
Não quero ser primeiro
Sou um barco nas marés.


(...)

Pedro Abrunhosa
.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Por nove anos...

Deixas Em Mim Tanto De Ti

A noite não tem braços
Que te impeçam de partir,
Nas sombras do meu quarto
Há mil sonhos por cumprir.
Não sei quanto tempo fomos,
Nem sei se te trago em mim,
Sei do vento onde te invento, assim.
Não sei se é luz da manhã,
Nem sei o que resta em nós,
Sei das ruas que corremos sós,
Porque tu,


Deixas em mim
Tanto de ti,
Matam-me os dias,
As mãos vazias de ti.


A estrada ainda é longa,
Cem quilómetros de chão,
Quando a espera não tem fim,
Há distâncias sem perdão.


Não sei quanto tempo fomos,
Nem sei se te trago em mim,
Sei do vento onde te invento, assim.
Não sei se é luz da manhã,
Nem sei o que resta em nós,
Sei das ruas que corremos sós,
Porque tu,


Deixas em mim
Tanto de ti,
Matam-me os dias,
As mãos vazias de ti.


Navegas escondida,
Perdes nas mãos o meu corpo,
Beijas-me um sopro de vida,
Como um barco abraça o porto.


Porque tu,
Deixas em mim
Tanto de ti,
Matam-me os dias,
As mãos vazias de ti.


by Pedro Abrunhosa

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

Dia 14 de Fevereiro

Sei que o dia já passou, mas como há imenso tempo que não tinha força, nem coragem para abrir o meu blog, deixei passar em branco o agradecimento a quem me fez feliz neste dia, que à partida julgava vir a ser um dia "não".
Logo pela manhã fui agraciada, com um dos serviços de despertar doces que já são uma tradição. (Obrigada Paulo)
Seguidamente, aulas e....surpresa total. Entrei e pediram-me para esperar na sala um bocadinho. Fiquei curiosa, mas sentei-me à espera.
Dali a pouco, bateram à porta e entraram: as raparigas fizeram um túnel com as mãos, os rapazes passavam por baixo do túnel, ajoelhavam-se aos meus pés e ofereciam-me uma rosa amarela matizada, até todos os rapazes entrarem e eu chorar de alegria, abraçada a eles. Foi dos momentos mais lindos que já vivi (muito obrigada 7º C).
Ainda não me tinha refeito da emoção e já me batiam à porta para me oferecer o mais lindo ramo de tulipas e rosas que já vi na vida. (Muito obrigada António e Costa).
Depois disto resolvi partilhar a minha felicidade e mimei todos os meus amigos com uma msg , pois os amigos são seres que amamos.
À noite tive uma surpresa inesquecível de alguém que tinha estado "ausente" há algum tempo da minha vida e que quis tornar esse dia ainda mais fantástico.(Obrigada Tomás)
E foi assim que vivi um dos dias mais bonitos da minha vida, sem contar com nada. As surpresas fazem-nos felizes, ainda mais as inesperadas.
Só tenho pena de não ter tirado fotos...

Abraços são bons para o coração

Retirei este artigo que achei interessantíssimo:

Melhores para as mulheres

Abraços são bons para o coração

Os abraços têm efeitos benéficos na saúde cardiovascular tanto dos homens como das mulheres, mas são elas quem mais tem a ganhar.


Os abraços aumentam os níveis de ocitocina, conhecida como a hormona do amor, e diminuem a pressão arterial, com quebras mais acentuadas nas mulheres, de acordo com um estudo da Universidade da Carolina do Norte, em que participaram 38 casais.
Os casais abraçavam-se sendo os níveis de pressão arterial, de ocitocina e de cortisol, uma hormona do stresse, medidos em quartos separados. Em seguida os casais juntavam-se e recordavam momentos felizes.
De regresso ao presente, os casais viam um filme romântico com a duração de 5 minutos, conversavam durante outros 10 para no final voltarem a abraçar-se por 20 segundos.
Após este abraço os níveis de ocitocina subiam, provando que os níveis desta hormona nos casais são superiores aos verificados nos solteiros. No caso das mulheres o cortisol também diminuiu e verificou-se uma descida na pressão arterial.
Segundo a líder da investigação, Karen Grewen, os potenciais efeitos cardioprotectores da ocitocina, libertada durante o parto e a amamentação, poderão ser maiores para as mulheres do que para os homens.
As emoções positivas, como a felicidade, estão relacionadas com baixos níveis de cortisol. O apoio social é importante para toda a gente, com ou sem uma relação, afirma uma porta-voz do Instituto Britânico do Coração.
marta.p.miguel@sol.pt

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

Sonho sermos só um....















Quando te avisto
o meu coração sorri
A alma surpreende-me com novas cores
O espírito imbui-se do cheiro da maresia
O sal cobre-me a pele
O seu cheiro impregna-se no meu corpo
O brilho do mar espelha-se no meu olhar
Sonho sermos só um...
Uma comunhão de corpo e água
Liquefazer-me nas vagas
Fundir-me na maré
Soltar este pesado corpo
e mergulhar na leveza do nada
Esquecer quem sou
Voltar a nascer
Ser quem não sou,
Recordar quem fui
Sonho sermos só um....

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

Escrever é um acto de solidão...

É interessante sentir
Que escrever é um acto de solidão,
Um acto terapêutico
Em que a alma se desnuda
e o corpo verte a dor interior.
É mais fácil escrever a Dor
Do que admitir senti-la.
É mais simples escrevê-la
Do que partilhá-la.
A Dor que sentimos
Não é a que escrevemos.
A Dor que escrevemos
É de longe mais requintadamente escondida,
Do que aquela que nos faz rasgar a pele,
Gritar sem palavras,
Chorar por dentro,
Procurar a solidão sem fim.
Fundir a dor com a escrita
É um exercício assaz acre.
É um acto de parir
Sem dar à luz
Acto solitário, sem nada de fecundo.

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Chove dentro de mim

Cai a chuva,
Escorrendo pelo vidro da janela...
Os meus pensamentos voam,
A tristeza retorna,
Dores antigas eclodem,
Obscurendo o meu olhar.
Chove dentro de mim...
E não há nada que eu possa fazer!
Maldito sofrimento,
Que irrompe por mim,
Alheio à minha vontade.
Chove dentro de mim
E eu, imersa na minha dor,
Olho pela janela
Sentindo no meu íntimo as gotas
que caem lá fora.

domingo, 21 de janeiro de 2007

Juanes - Destino

Juanes -

Destino

Estoy buscando una forma de ver
Detrás de los espejos del alma
Más adentro donde está la luz
Que quema, pero que no mata

Estoy buscando una forma de amor
Que pueda sacar los demonios del odio
Y hallar la estela de la dimensión
En donde no se mueren los cuerpos

Todo el mundo tiene una estrella
Que muestra el camino pero no los peligros
Todo el mundo va con ojos ciegos
Dejando la vida pasar

Estoy buscando una forma de paz
Que me haga salir de ésta guerra de tigres
Si vuelvo al pueblo, me quedaré
Y moriré envuelto en mi escencia. . . .

Todo el mundo tiene una estrella
Que muestra el camino pero no los peligros
Todo el mundo va con ojos ciegos
Dejando la vida pasar
Y todo el mundo tiene un destino
Que aunque no creamos de seguro cumplimos
Y todo el mundo va con ojos ciegos
Dejando la vida pasar

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

"O que há em mim é sobretudo cansaço", Álvaro de Campos
















O que há em mim é sobretudo cansaço





O que há em mim é sobretudo cansaço


Não disto nem daquilo,


Nem sequer de tudo ou de nada:


Cansaço assim mesmo, ele mesmo,


Cansaço.





A subtileza das sensações inúteis,


As paixões violentas por coisa nenhuma,


Os amores intensos por o suposto alguém.


Essas coisas todas -


Essas e o que faz falta nelas eternamente -;


Tudo isso faz um cansaço,


Este cansaço,


Cansaço.





Há sem dúvida quem ame o infinito,


Há sem dúvida quem deseje o impossível,


Há sem dúvida quem não queira nada -


Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:


Porque eu amo infinitamente o finito,


Porque eu desejo impossivelmente o possível,


Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,


Ou até se não puder ser...





E o resultado?


Para eles a vida vivida ou sonhada,


Para eles o sonho sonhado ou vivido,


Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...


Para mim só um grande, um profundo,


E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,


Um supremíssimo cansaço.


Íssimo, íssimo. íssimo,


Cansaço...





in Álvaro de Campos

Quando acreditamos tudo é possível!

Já vejo flores nos caminhos que percorro

Não que tenha esquecido a dor que tomou conta de mim

O que se passa é que comecei novamente a acreditar

E quando acreditamos tudo é possível!

La Camisa Negra

La Camisa Negra

Tengo la camisa negra
hoy mi amor esta de luto

Hoy tengo en el alma una pena
y es por culpa de tu embrujo

Mal parece que solo me quedé
y fue pura todita tu mentira
que maldita mala suerte la mía
que aquel día te encontré

Por beber del veneno malevo de tu amor
yo quedé moribundo y lleno de dolor
respiré de ese humo amargo de tu adiós
y desde que tú te fuiste yo solo tengo…

Tengo la camisa negra
porque negra tengo el alma
yo por ti perdí la calma
y casi pierdo hasta mi cama

cama cama cama baby
te digo con disimulo
Tengo la camisa negra
y debajo tengo el difunto

Tengo la camisa negra
ya tu amor no me interesa
lo que ayer me supo a gloria
hoy me sabe a pura
miércoles por la tarde y t ú que no llegas
ni siquiera muestras señas
y yo con la camisa negra
y tus maletas en la puerta

Mal parece que solo me quedé
y fue pura todita tu mentira
que maldita mala suerte la mía
que aquel día te encontré

Por beber del veneno malevo de tu amor
yo quedé moribundo y lleno de dolor
respiré de ese humo amargo de tu adiós
y desde que tú te fuiste yo solo tengo…

Juanes - Camisa Negra

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Como odeio as quintas-feiras!

Como odeio as quintas-feiras!
É um ódio visceral,
íntimo e profundo.
Se pudesse os dias passavam de quarta para sexta directamente
Para mim, as quintas são dias aziagos
longos, monótonos, sem fim.
Queria adormecer e nem sentir a passagem do dia...
Acordar, e sentir que se tinha eclipsado
como um pesadelo tenebroso,
que ao acordar é varrido da nossa memória...
Como odeio as quintas intermináveis
De trabalho contínuo e desgastante...
Morram as quintas, matem-nas
Não aguento mais
Viver uma quinta tira-me a alegria de viver
a vontade de trabalhar
a calma, deixando-me um amargo na boca
que se recusa a abandonar-me.

Estou Cansado, de Álvaro de Campos

Estou Cansado

Estou cansado, é claro,

Porque, a certa altura, a gente tem que estar cansado.
De que estou cansado, não sei:
De nada me serviria sabê-lo,
Pois o cansaço fica na mesma.
A ferida dói como dói
E não em função da causa que a produziu.
Sim, estou cansado,
E um pouco sorridente
De o cansaço ser só isto —
Uma vontade de sono no corpo,
Um desejo de não pensar na alma,
E por cima de tudo uma transparência lúcida
Do entendimento retrospectivo...
E a luxúria única de não ter já esperanças?
Sou inteligente; eis tudo.
Tenho visto muito e entendido muito o que tenho visto,
E há um certo prazer até no cansaço que isto nos dá,
Que afinal a cabeça sempre serve para qualquer coisa.

in Álvaro de Campos

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

"Fácil de entender"

The Gift - Fácil De Entender


Talvez por não saber falar de cor, Imaginei
Talvez por saber o que não será melhor, Aproximei
Meu corpo é o teu corpo o desejo entregue a nós
Sei lá eu o que queres dizer, Despedir-me de ti
Adeus um dia voltarei a ser feliz

Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor,
não sei, o que é sentir, se por falar falei
Pensei que se falasse era fácil de entender

Talvez por não saber falar de cor, Imaginei
Triste é o virar de costas, o último adeus
Sabe Deus o que quero dizer

Obrigado por saberes cuidar de mim,
Tratar de mim, olhar para mim, escutar quem sou,
e se ao menos tudo fosse igual a ti

Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor,
não sei o que é sentir, se por falar falei
Pensei que se falasse era fácil de entender

É o amor, que chega ao fim, um final assim,
assim é mais fácil de entender

Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor,
não sei o que é sentir, se por falar falei
Pensei que se falasse era fácil de entender

UM AMIGO, UM LAMENTO

UM AMIGO, UM LAMENTO

Depois de hesitar
Peguei no telefone e liguei
Para conversar
Estou?!
Está?!
Tu não estás bem, não enganas ninguém
Conta lá o que é que a vida te fez agora
Aparece por cá, bebemos um chá
E o frio fica lá fora...

Ah, tu tens sempre uma cura
Ah, nenhum mal perdura
Para lá do tempo, tudo leva o vento
Só fica um amigo, um sexto sentido
E um lamento...
(...)

Lamento dizer
Que tu vais sofrer para te encontrares
Lamento saber que vais perceber
Que na vida também há azares

By André Sardet

"A importância do amor"

A importância do amor
(...)
Primeiro - deixe-me que desabafe - arrepia-me que "ande no ar" um pudor desconcertante que faz com que, sempre que se trata de falarmos do amor, o melhor que nos permitimos é balbuciá-lo como se fosse ...afecto.
Segundo - sim, os afectos são importantes. Todos os afectos. Aqueles que parecem bons, e a raiva (sem a qual não há paixão), a inveja (que nos abre para a ambição) e até o ódio (que nos ajuda a clarificar o amor).
Terceiro - o amor não é um afecto, mas o produto de todos os afectos que se dividem com alguém. Os afectos todos são o sal da vida. Sem eles, as pessoas não se tornam "doces"; ficam insossas.
Quarto - os afectos - todos os afectos - não são importantes para a sexualidade. São essenciais para que apanhemos sol por dentro. Os afectos - todos os afectos - são o combustível do pensamento e a luz da alma.
Quinto - importantes não são os afectos, mas que deixemos de os reprimir. Para que desperte a sensibilidade, mais ou menos adormecida, que há em nós, e se vá a tempo de namorar com a vida.
in Tudo o que o Amor não é , de Eduardo Sá

"Depois do adeus"

Depois do adeus


Todas as relações se alimentam de cumplicidades e de conflitos, de tranquilidade como de desassossegos, de paixão e de ternura. Nos movimentos de uma relação convivem pessoas com expectativas e com ritmos que, por vezes, se desencontram, e que nunca lucram da mesma forma com a vida com que ela os renova. Por isso, cada relação - por má que pareça a comparação - tem um "deve" e um "haver" e, "feitas as contas", para que viva e para que cresça, está subentendido que os ganhos que traz superem as perdas com que nos surpreende. sendo assim, não é verdade que todas as relações sejam para sempre. E compreende-se porquê.
Algumas pessoas tiram-nos muito mais do que nos dão. Porque a generosidade de quem está connosco choca com as suas dificuldades de nos conhecer, ou porque a relação se foi fraternizando a ponto de se tornar sonolenta e triste. A verdade é que há relações que vão morrendo devagar, e mais ou menos em silêncio. Até que algum acontecimento, de súbito, precipite uma "morte" que, desde há muito, se vinha pressentindo (por entre a perplexidade, mais ou menos embaraçada, de dois espectadores comprometidos).(...)
Como vê, nunca se passa - depois de um adeus- de um vínculo amoroso (magoado) a uma relação de amizade. (...)
Não espere, por isso, que das ruínas de uma relação se levante um oásis. Muito menos, que uma sucessão de desilusões se transfigure num sonho lindo. Dê tempo aos sentimentos para que se sedimentem. Não tanto para que perdoe a quem o magoou. Mas - mais dificil, certamente - para se perdoar a si próprio por não ter "dado ouvidos" aos avisos do seu "coração".
(...)
Antes de um divórcio duas pessoas estão divorciadas, sem darem por isso
(...) Antes de um divórcio, duas pessoas já se terão divorciado, sem darem por isso. Divorciaram-se de namorar com a vida e de dar, no seu dia-a-dia, a uma relação amorosa o protagonismo que ela deveria ter tido. embora o sintam assim, há quem só se divorcie por fora (nunca se separando por dentro), e quem se divorcie por dentro (sem que, jamais, se separe por fora). E há também, quem tente divorciar-se por fora e por dentro, embora um e outro movimento se não dêem ao mesmo tempo e ninguém se divorcie de uma vez.
Vistos assim, todos os divórcios serão, mais ou menos, litígios por mútuo consentimento.
(...) Mas o casamento, num plano jurídico, é um contrato em que, ao contrário de muitos outros, só se descobrem as "letras pequeninas", das cláusulas de excepção, à medida que elas se vivem. Daí que um casamento nem sempre expanda as pessoas ao encontro do melhor de si próprias, e algumas das "letras pequenas" que, supostamente, devíamos saber, apareçam aos poucos, para nossa surpresa, tantas vezes, na clandestinidade dos nossos pensamentos.
(...) Ninguém aceita divorciar-se sem que, antes, se tenha vindo a divorciar, por dentro, devagarinho.(...)
Prescindir de uma relação pode ser, também, uma determinação de alívio e, sobretudo, uma aposta de esperança. E podendo ser um litígio de comum acordo, traz consigo ressentimentos sinceros e outros que, talvez, escondam a revolta pela condescendência com que se guarda a mágoa pelo casamento ter deitado anos e sonhos a perder.
in Tudo o que o Amor não é , de Eduardo Sá

"Fazer por confiar" e "Os laços morrem a dormir"

Fazer por confiar
"Abrir os olhos" é, para muitos, um sinónimo de maturidade, ao qual se opõe um "confiar de olhos fechados", tomado como um gesto de generosidade, mas imprudente. Não acho que seja assim.
Na verdade, nunca confiamos em ninguém, mas nos sentimos que essa pessoa nos leva a sentir. Acontece que, de tanto fazermos por estar de olhos abertos, talvez os fechemos de menos para olharmos para os sentimentos com que cada pessoa nos premeia. E, se não o fizermos, não confiamos; fazemos por confiar que é, sem se dar conta, uma forma de aprendermos a desconfiar dos nossos sentimentos".
Os laços morrem a dormir
"(...) os laços também morrem. Basta que adormeçamos para eles e que se iludam os cuidados que um grande amor precisa ter.
Os laços alimentam-se com gestos atentos e claros, e com uma infindável esperança de sermos de alguém que não desiste de nos conhecer (mesmo para além do que presumimos saber de nós).
Qualquer "vai-se andando" mata os laços com o silêncio; e devagar. Como os mata imaginar que merecemos dos outros a falta de cuidados que eles nos merecem.
Os laços também morrem. Basta que adormeçamos para eles e que se iludam os cuidados que um grande amor precisa ter."
in Tudo o que o Amor não é , de Eduardo Sá

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

Algumas fotos da festa que o 7º C me fez





























Ah! se eu pudesse....

Ah! Como eu queria
Esquecer o passado,
Viver o dia-a-dia
Sem lembranças amargas.
Abraçar a esperança adiada,
Renovar os planos perdidos.
Imbuir-me de novos sonhos
deixar que a alegria
Rompesse as tramas da amargura
Que me escureceu a alma
Sem deixar lugar
A qualquer força
Para lutar contra as contrariedades
Que surgiam no meu horizonte...
Queria ter ânimo para me perdoar
Para esquecer que errei
Que me deixei enganar
Por palavras vãs e ocas
sem discernir o carácter
De quem tentou obliterar-me a vida
Num bilhete sem saída.
Mas, as energias têm regressado,
Pouco a pouco
Em passos de passarinho,
Mas com a determinação
De quem voltou a acreditar em si.
A pensar no futuro
A planear um amanhâ
Que antes neguei.
Ah! se eu pudesse, como num passe de mágica
Riscar partes da minha vida!
Recomeçar sem me lembrar
Do poço onde fundo mergulhei...
Ah! Se eu pudesse recuperar
a antiga alegria...sem remoer, nem me culpar.
Ah se eu pudesse pontapear o passado
e partir do zero rumo à esperança...

domingo, 14 de janeiro de 2007

Reaprender



















Há sete meses que me procurava
Escondida entre as sombras dos meus pesadelos
Fugia com medo do terror que vivia
e sem esperança soluçava...
Ignorava os apelos
Dos que me procuravam e de quem me escondia,
Com vergonha de ter errado,
Sobrevivia isolada, aniquilada
como um animal ferido no âmago, já não lutava.
De repente vi-me amparada, exigiram a minha recuperação
Por vocês, a quem tanto agradeço, comecei a sair da depressão.
Lentamente, como se tivesse que voltar a aprender a andar
a sorrir, a trabalhar, a viver e a lutar
Vocês sabem a quem dedico estas palavras sinceras:
Amigos, família, amigos, alunos, colegas
Ensinaram-me a voltar a sorrir, a chorar de alegria
A levantar-me das quedas
E a encontrar novos motivos para aqui andar
Num mundo onde todos erramos
Mas nem sempre sobrevivemos.
Eu, voltei a planear, a sonhar...
A encontrar motivos para me erguer
Do fundo do poço onde mergulhei
Mais lentamente do que ansiava
Fui subindo e espreitei
Com novos olhos a beleza que recusava
Reunindo em mim as forças que antes me faltavam.
Tinha descido tão fundo, que nem sei por onde andei
Recusei viver, mas sobrevi a este temporal
As cores retornaram e o sal
Das lágrimas secou, quando voltei
A abrir o coração aos sons que me rodeavam,
Ao calor que antes não sentia,
Ao brilho do sol que só me cegava
Inspirei em golfadas o carinho dos que me amavam.
Gritei, chorei, sofri, senti todas as dores
Que egoistamente julgava exclusivamente minhas.
Sem parar para pensar que a vida
Não é só um deserto sem fim
Há flores que desabrocham quando passamos
Basta lutar e reaprendermos
a olhar com a inocência da criança
E essa força sei que voltou a exister em mim...
Afinal, "depois da tempestade vem a bonança".

sábado, 13 de janeiro de 2007

É tão bom voltar a sorrir...

















Sábado foi um dia de alegria
Tive boas notícias a nível de saúde
Viver volta a ser uma certeza.
É tão bom voltar a sorrir,
Sentir a carícia do sol,
Ouvir o som do mar,
Respirar o sal da maresia...
E sorrir, de braços abertos à vida!
Caminhar na areia, marcando o meu caminho
Inebriar-me do azul do céu
Enternecer-me com o cheiro do mar
Sentir a areia ranger sobre o meu andar
Seduzir-me pela paleta de cores do mar:
azul, verde, branco e prata...
Cambiantes de cor
Que animam o cinzento de dias passados.
Dores renitentes na partida,
Mas cientes que o fim de um negro ciclo
Aproxima-se, conivente com os raios de sol
Que expulsam velhas sombras
e iluminam, pouco a pouco, o meu dia-a-dia.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

André Sardet - concerto














André Sardet - Acústico


Foi memorável o concerto do André Sardet, vê-lo ao vivo fez-me ouvi-lo com outra alma, a sua simpatia invejável (como compravam a autorização para tirar fotos durante o concerto e os autógrafos finais, com direito a beijo e foto).
Agradeço à minha mãe o convite que me fez para me tirar da toca e sair para ir a este concerto...aqueceu-me a alma. Ressalvo a pureza das músicas: "Pássaro Azul", que me fez raiar as lágrimas e "Quando te falei de amor", sem esquecer o poema da música "Feitiço", que fez toda a audiência cantar em coro este sucesso sempre novo. Mas, não resisto a deixar aqui um dos poemas mais tocantes que já li e escutei:


Pássaro Azul
André Sardet

A noite que passou trouxe-me um sonho
Dormi mais para sonhar
Sonhei que era um pesadelo
De manhã ia acabar

Conheci o teu sorriso
Porque me está no coração
Corri logo ao teu encontro
E ao estender-te a minha mão

Sete lágrimas correram
Quando eu te abracei
E ao tocar no teu cabelo
Eu imaginei
Que amanhã ao acordar
Tu irás voltar
Meu pássaro azul tu irás voltar

E corremos mundo fora
Toda a noite a brincar
Era eu quem se escondia
E tu eras a encontrar

Sete lágrimas correram
Quando eu te abracei
E ao tocar no teu cabelo
Eu imaginei
Que amanhã ao acordar
Tu irás voltar
Meu pássaro azul tu irás voltar

Aos meus alunos, a quem tanto quero...

9º D - António Serraninho / Turma do 7º D













Turma do 7º C






MUITO OBRIGADA

Aos meus alunos, a quem tanto quero...
O meu muito obrigada pelo Amor
que me têm demonstrado
Neste meu regresso ao trabalho.
Dorido, como todos os recomeços,
Mas pleno de demonstrações de carinho
Que me fazem chorar de ALEGRIA...
E esquecer mágoas pessoais dum passado,
Ainda não totalmente, ultrapassado.


É bom sentirmo-nos amados,
Melhor ainda por aqueles a quem tudo damos
Com muitas horas de trabalho, sacrifício e dedicação
A todos saúdo com todo o carinho que resta no coração.


Obrigada, mil vezes obrigada,
Os vossos gestos de carinho valem mais do que todas as minhas palavras.
Tenho-vos no meu coração.

Carla

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

Raio de luz

Adoro mergulhar nos raios de sol,
Explodir no calor da luz!Voltar a sentir-me viva
Sentir a carícia do vento,
Reviver momentos felizes,
Inventar novos sonhos...
E sorrir como uma criança feliz
Por voltar a ver a luz por entre a escuridão.
Brincar com as sombras
Que antes me atormentavam.
Pontapear a tristeza,
Abraçar a beleza de um novo dia.

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

Fenix


















Foto retirada de : www.conciencia-animal.cl/.../fotos/ave-fenix.jpg





FENIX

Sinto as lágrimas caírem lentamente...
No meu rosto sulcando trilhos
Que, inesperadamente,
Me fazem voltar a ver os brilhos
Dos sorrisos de quem amo...
Lágrimas de alegria,
Tão diferentes das anteriores
Que me roubavam o alento
Com que antes sorria.
Hoje luto e tento
Recuperar dia-a-dia
A tenacidade com que acalento
Os novos sonhos que irrompem
das brumas da tristeza
Em que antes cobardamente me ocultei
Sem procurar a firmeza
das armas com que sempre lutei:
Ser eu com todos os meus defeitos,
Com todas as minhas (poucas) virtudes...
Mas com a garra de quem não apregoa os seus feitos
Apesar da voragem dos obstáculos e das dificuldades
De sempre lutar pelas verdades.
Ah! Que prazer ter a rectidão
de poder olhar quem nos ama
com a força da emoção...
Mesmo quando a tristeza assoma
Lutar por voltar a sentir o coração
Bater em uníssono com a alma.

Passo a passo

Como é difícil fugir do abismo
Que suga, num vórtice de energia,
Todas as forças com que tento resistir...
Aos pensamentos em que sempre cismo,
Sem me aperceber que urgia,
Voltar a ser eu e sorrir
Sem que um assombro de tristeza
Me nublasse a alegria
Que fugaz esconde a beleza
Dum sorriso espontâneo que, inesperadamente,
Faz renascer em mim a certeza
Que tudo passa mais rapidamente
Do que a dor me quer fazer acreditar
Ditadora da minha vontade
Com quem acerrimamente
Me forço a lutar
Para recuperar a minha liberdade.
Passo a passo luto,
Passo a passo procuro com ansiedade
A chave para fugir
desta triste realidade.
Passo a passo
Tento fugir deste labirinto
Com grande esforço
Vou tentando subir
Os degraus deste poço
Em que nada sinto,
Em que me via a sucumbir
Num amargo de absinto.
Agora já tento ver a luz
Que antes julgava que me cegava.
E agora, lentamente, sinto que me seduz
Para lutar contra a dor que antes cegamente aceitava.

Dia-a dia

Há dias em que a esperança renasce,
Em que o sol brilha e me aquece
A alma fria e desiludida.
Dias, nos quais me entrego
ao calor dos que me mostraram carinho,
Durante este árduo caminho,
Em que a dor era o meu alter-ego.
E os sonhos caiam, desfeitos
Um a um, antes de os sonhar...
O ar que respirava parecia-me rarefeito
Tal era a dificuldade em respirar.
Dores emocionais que eclipsavam
Memórias de dias outrora felizes,
Abismos que me afundavam
Nas escolhas, em que os deslizes
Venceram a razão,
Eclipsando a racionalidade,
Arrastando-me para a solidão,
Irmã secreta da insanidade!
A luta que dia-a dia travo
É dura, amarga e cruel.
Com as lágrimas lavo
O meu rasto de fel...
Ah! Se ao menos recuperasse
As cores que antes me iluminaram
E ficasse tão exausta que esquecesse
Os dias sombrios que me endureceram
O coração dolorido
De tanto ter sofrido...

domingo, 7 de janeiro de 2007

Caminhos















Há caminhos que percorremos
Em dias tristes e desesperados
Até que ao sol nos esquecemos
E voltamos a sentir... calados
A alegria de sermos amados
Por aqueles a quem tudo damos
Sem esperar nada em troca...

Este post é uma singela homenagem
a todos os meus alunos que, com tanto amor,
Me receberam de volta...
Aquecendo-me o coração de calor
Sem nada pedirem em troca,
A não ser a coragem
De lhes devolver a ternura
Com que outrora os envolvi
Na doce loucura
De tentar ensinar o que aprendi,
Com o bom humor
Que antes vivi.
Na partilha da cumplicidade
De sermos todos diferentes
no meio de tanta personalidade...
E isso nos fazer sentir contentes.

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Mar















MAR

Não há como o mar para nos encher a alma,
Preencher os sonhos esquecidos,
Desfazer os medos com a espuma.
De azul pincelar os dias perdidos
E voltar, pouco a pouco,a sorrir!

Renascer da dor,
Abrir os olhos e colorir
a tela da alma com a mais bela cor...
Com o cheiro da maresia
Salpicar de felicidade a dor.
Acreditar na fantasia
E voltar a ouvir, no som das ondas,
Memórias de histórias de coragem
De gentes ousadas...

Na marítima aragem
Ecoam feitos passados.
Daqueles que venceram o medo da traição,
Dos que já foram amados...
E sobreviveram, acreditando
Que todo o coração
Esquece, voltando
A sentir o pulsar da emoção!

"FERA FERIDA"












"FERA FERIDA"


Acabei com tudo
Escapei com vida
Tive as roupas e os sonhos
Rasgados na minha saída
Mas saí ferido
Sufocando meu gemido

Fui o alvo perfeito
Muitas vezes no peito atingido
Animal arisco
Domesticado esquece o risco
Me deixei enganar
E até me levar por você

Eu sei
Quanta tristeza eu tive
Mas mesmo assim se vive
Morrendo aos poucos por amor

Eu sei
O coração perdoa
Mas não esquece à toa
E eu não me esqueci

Eu andei demais
Não olhei pra trás
Era solto em meus passos
Bicho livre, sem rumo, sem laços
Me senti sozinho
Tropeçando em meu caminho
À procura de abrigo
Uma ajuda, um lugar, um amigo

Animal ferido
Por instinto decidido
Os meus rastros desfiz
Tentativa infeliz de esquecer

Eu sei
Que flores existiram
Mas que não resistiram
A vendavais constantes

Eu sei
Que as cicatrizes falam
Mas as palavras calam
O que eu não me esqueci

Não vou mudar
Esse caso não tem solução
Sou fera ferida
No corpo, na alma e no coração

by Maria Bethania